Secretaria Geral de Industria
CONSELHARIA DE ECONOMIA, INDÚSTRIA E INOVAÇÃO
Assunto: ALEGAR contra ANÚNCIO de 20 de fevereiro de 2024 da Secretaria Geral de Indústria
que informa publicamente do pedido de autorização ambiental integrada (AAI), do estudo de
impacto ambiental (EIA), da declaração de utilidade pública e do projeto para a instalação no
concelho de Palas de Rei de uma indústria de fibra têxtil a base de celulose e as suas infraestruturas
associadas, promovido por Greenfiber SL e declarado projeto industrial estratégico (PIE) por
Acordo do Conselho da Junta da Galiza, de 29 de dezembro de 2022.
MANUEL LOPES ZEBRAL com BI 32.594.383-W (comunicar eletronicamente no telefone
606657967 e no e-mail galizaunidaportugal@sapo.pt)
ALEGO
Contra a totalidade do Acordo do Conselho da Junta da Galiza de 29-XII-2022 e contra a totalidade
do Anúncio da SGI de 20-II-2024.
Afonso Rueda Valenzuela a presidir o Conselho de Governo da Junta da Galiza de 20-II-2022 não
tinha qualquer representação democrática pois não fora eleito pelos votos. Foi colocado por Feijó,
um presidente que ILEGALMENTE abandona o seu lugar e as funções que lhe correspondem como
presidente da Galiza, impunemente. O Governo espanhol de Pedro Sanchez consente.
Afonso Rueda MENTE à opinião pública galega ao anunciar o Acordo do Conselho de Governo de
29-XII-2022. A sequência temporal que se segue descrita pelo Secretario Geral de Indústria, Nicolas
Vazquez Iglesias no DOG de 4-III-2024 permanece OCULTA até esse momento, que é o mesmo
que MENTIR, uma praxe CRIMINOSA, DELINQUENCIAL, das autoridades públicas do PP na
Galiza, particularmente do Sr. Rueda e o seu Governo sem representação democrática.
A FRAUDE ELEITORAL SISTÉMICA e não sistémica, de votos ILEGAIS para o PP foi a causa
da maioria absoluta do Sr. Rueda, tudo baseado num Estatuto de Autonomia radicalmente NÃO
DEMOCRÁTICO que produz uma lei eleitoral que estabelece a FRAUDE ELEITORAL para dar
maioria absoluta ao partido criado e desenvolvido pelo FRANQUISTA Manuel Fraga Iribarne, o PP.
A Galiza em junho de 1974 tinha 2.719.500 habitantes; em junho de 2021 tinha 2.691.400; em
dezembro de 2023 e na atualidade tem 2.705.877.
Em meio século, a Galiza perdeu população porque o franquismo e a sua continuidade a meio do
Estatuto de Autonomia e do partido do franquista Fraga aplicaram Planos Permanentes de
Subdesenvolvimento como no Sector Naval (ASTANO PROIBIDO), no agro-ganadeiro, no lácteo,
nas pescas, nos transportes…
Portanto o que cumpre à população da Galiza é um Plano de Desenvolvimento Económico
financiado com as verbas ESPOLIADAS à população da Galiza pelos Governos espanhóis – ver
trabalhos do economista Pepe Dias ou outros – via tributos, via partidas não investidas, desviadas
ou simplesmente desaparecidas – ver Conselho de Contas – ou outras fontes de financiamento
geradas pela riqueza produzida pela Galiza e a riqueza que nos é proibido produzir – o paradigma é
ASTANO e o Sector Naval, acompanhado do Sector do leite, agro-ganadeiro ou das pescas,,,
Um Plano de Desenvolvimento Industrial para a Galiza baseado na construção de barcos (para a
PAZ) e/ou outros artefactos flutuantes, «ferrys» para comunicar portos e cidades transportando
pessoas e mercadorias, em Ferrol e Vigo para barcos de grande e meio porte – para barcos mais
pequenos, das pescas, etc. noutras localidades como Vigo, A Crunha ou outras vilas costeiras como
Burela. Tudo em estaleiros navais de titularidade pública galega.
Um Plano de Desenvolvimento Industrial para a Galiza baseado na construção de barcos tem de ir
acompanhado necessariamente de um Plano de Desenvolvimento Industrial para Portugal baseado
na construção de barcos recuperando estaleiros navais de titularidade pública como LISNAVE em
Almada, Viana do Castelo, Figueira da Foz…
Planos necessariamente criados pelo proletariado galego-português que teriam de ser assumidos e
implementados pelos Governos galego e português em cooperação com as cooperativas operárias
necessariamente criadas. 1.660.456 km2 é a extensão da Zona Económica Exclusiva portuguesa.
ZEE Galiza, 232.192 km2. A coordenação das operações de busca e salvamento marítimo é realizada
em centros de controlo em Lisboa, em Ponta Delgada e no Funchal. No total, Portugal é responsável
por assegurar este serviço num espaço geográfico com cerca de 5.754.848 km2 dos quais 572.914
km2 correspondem à SRR Lisboa (continente e Madeira) e 5.181.93 km2 à SRR Santa Maria
(Açores). ZEE espanhola é de 1.039.233 quilómetros quadrados.
Estes Planos de Desenvolvido Industrial baseados na construção de barcos teriam de contemplar os
princípios de amizade e cooperação dos países da CPLP, nomeadamente Angola e Brasil.
A necessidade de construir barcos na Galiza (ASTANO) e Portugal (LISNAVE-ALMADA) com a
mais avançada tecnologia fica de relevo.
Um Plano de Desenvolvimento Agro-Ganadeiro tem de ter como objetivo produzir na Galiza os
alimentos que precisar a sua população. Mas não PROIBIR, caso da batata, fruta e outros, a sua
produção para beneficiar mafias, como os colonos israelitas, que genocidam palestinianos, roubam-
lhes a terra e as águas, produzem alimentos de baixa qualidade que comemos nós. É o campesinato
e os ganadeiros galegos os que decidirão, organizados em cooperativas, sindicatos ou outros
sistemas organizativos, o contido do Plano de Desenvolvimento incluindo a necessária
industrialização e transporte dos produtos agro-ganadeiros.
Um Plano de Desenvolvimento do Sector Lácteo precisa na Galiza de um «grupo lácteo galego»
historicamente reivindicado que comercialize o leite produzido e organize a produção industrial dos
seus derivados necessariamente contemplando a produção em Portugal e nos Açores.
Um Plano de Desenvolvimento das Pescas tem de ter como prioridade a pesca, a obtenção de peixe
em águas da Zona Económica Exclusiva da Galiza. As Rias têm de ser recuperadas para a produção
do alimento que fornece o mar, quer peixe, mariscos quer algas ou outros. O qual significa limpar,
cuidar e conservar as Rias como o tesouro que são mas não instalar celuloses ou outras industrias
poluentes como Ence na Ponte Vedra ou MEGASA, REGANOSA, Porto Exterior na Ria de Ferrol.
Acrescentemos os projetos ALTRI em Palas de Rei ou Ence em As Pontes. As costas da Galiza
terão proteção especial eliminando a eólica marinha destruidora do habitat e das pescas e da
construção de barcos em ASTANO.
O alimento que fornece o mar tem de ser prioritariamente consumido pela população da Galiza face
ao consumo da população de Madrid, uma cidade artificialmente criada pelo centralismo franquista
para domínio e hegemonia económica, política, financeira, sobretudo da Galiza, para além de
desertificar, depauperar e empobrecer grandes áreas dos territórios que denominam pejorativamente
«províncias».
A industrialização dos produtos do mar e o seu transporte tem de ser planeada atendendo a critérios
de eficiência e científicos pelos trabalhadores e trabalhadoras do mar, sindicatos, Confrarias de
Pescadores, armadores, técnicos e profissionais do mar.
Plano de Desenvolvimento do Transporte na Galiza. Transporte por terra: A Galiza tem de ter uma
rede de estradas que integre o território, prioritário, e comunique com Portugal, prioritário. A Galiza
tem de ter uma rede ferroviária que integre o território, de norte a sul e de leste até ao mar, que
comunique as população das costas atlânticas e cantábricas para chegar até Faro em Portugal ou
chegar a Irún-França pela costa cantábrica com largo de via europeu. O desenvolvimento do
transporte na Galiza tem de ir acompanhado com o desenvolvimento do transporte por ferrovia em
Portugal. A finais do século XIX, os governos da monarquia portuguesa construiram do Douro para
a Galiza, quatro vias que integravam o território português e queriam penetrar na Galiza com o
mesmo objetivo de vertebrar a nação galego-portuguesa. Fraga impôs ao Governo português
encabeçado por Cavaco Silva o seu desmantelamento, coisa feita. Os Governos galego e português
terão que implementar um Plano de Desenvolvimento do Transporte galego-português.
Transporte por mar: A construção de «ferrys» para comunicar portos e cidades galegas entre si e
com Portugal para além dos portos do Cantábrico, a França, Grão Bretanha e a UE é uma outra
necessidade iminente para o Desenvolvimento da Galiza e Portugal sobretudo tendo em conta os
países da nossa língua organizados na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa a UNIR-SE
entre si e com a Galiza por via marítima e por via aérea.
A TAP empresa pública tem de unir os aeroportos galegos e portugueses, insulares e continentais, e
estes todos uni-los em voo direto com os aeroportos africanos, americanos e asiáticos dos países da
CPLP.
Desde 1996, os Governos galego e espanhol levam sabotando a integração da Galiza na CPLP como
membro de pleno direito por ser a Galiza o berço da língua portuguesa. Ou como Observador
Associado como contemplam os Estatutos da CPLP. Privando, proibindo ao povo galego, de um
Desenvolvimento Económico notável. Cerca de três décadas perdidas que somadas às décadas do
franquismo dão como resultado um êxodo da população galega e uma permanente perda do número
de habitantes, o mais valioso que tem a Galiza. O facto é que em cinquenta anos de Plano de
Subdesenvolvimento permanente desde 1974 até 2024 a Galiza perdeu população como se estivesse
a sofrer um guerra de invasão estrangeira – estrangeiros aos que acompanham os sipaios locais.
Um Plano de Desenvolvimento Económico da Galiza necessita o financiamento de um Banco
Público da Galiza, Banco de Desenvolvimento da Galiza, de nova criação sobre a base de Abanca
que teria de ser tornado ao seu legítimo dono, o povo galego. O resto dos bancos a operarem na
Galiza investem todo o aforro galego – dezenas de milhares de milhões de Euros cada ano – fora
dela mas não no Desenvolvimento Económico da Galiza. Questão que teria de ser obrigatória por
lei e punida se assim não for. Por tudo o qual
PEÇO
A ANULAÇÃO TOTAL DO PROJETO DE GREENFIBER SL para ser substituído por um PLANO
DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO DA GALIZA que recupere a população.
Subdesenvolvimento NUNCA MAIS porque contra todas as formas de opressão temos o direito
legal À INSURREIÇÃO.
Com os melhores cumprimentos.
Em Ferrol, terça-feira, 2 de abril de 2024
ASSDO: MANUEL LOPES ZEBRAL
